segunda-feira, 19 de outubro de 2009

EXERCÍCIOS E OBESIDADE

ARTIGO: Exercícios físicos e sindrome metabólica
AUTOR: Emmanuel Gomes Ciolac e Guilherme Veiga Guimaraes
Revista brasileira Med. Esporte - Vol 10, Nº4 - jul/agosto, 2004 - pg 319 - 324


Nas últimas décadas tem havido rápido e crescente aumento no número de pessoas obesas, o que tornou a obesidade um problema de saúde pública. Essa doença tem sido classificada como uma desordem primáriamente de alta ingestão energética. No entanto evidências sugerem que grande parte da obesidade é mais ao baixo gasto energético que ao alto consumo de comida, enquanto a inatividade física da vida moderna parece ser o maior fator etiológico do crescimento dessa doença nas sociedades industrializados.
Estudos epidemiológicos e de coorte tem demonstrado forte associação entre obesidade e inatividade física, assim como tem sido relatada associação inversa entre atividade física, Índice de Massa Corpórea (IMC), Razão Cintura-Quadril (RCQ) e circunferência da Cintura. Esses estudos demonstram que os benefícios da atividade física sobre a obesidade podem ser alcançados com intensidade baixa, moderada ou alta, indicando que a manutenção de um estilo de vida ativo, independente de qual atividade praticada, pode evitar o desenvolvimento dessa doença.
Para o tratamento da obesidade é necessário que o gasto energético seja maior que o consumo energético diário, o que nos faz pensar que uma simples redução na quantidade de comida através de dieta alimentar seja suficiente. No entanto, isso não é tão simples, tem sido demonstrado que mudança no estilo de vida, através de aumento na quantidade de atividade física praticada e reeducação alimentar, é o melhor tratamento.
O gasto energético diário é composto de três grandes componentes: Taxa Metabólica de Repouso (TMR), Efeito Térmico da Atividade Física (ETAF), Efeito Térmico da Comida (ETC). A TMR, que é o custo energético para manter os sistemas funcionando no repouso, é o maior componente do gasto energético diário (60 a 80% do total). O tratamento da obesidade apenas através de restrição calórica pela dieta leva à redução ou manutenção na perda de peso e tendência de retorno ao peso inicial, apesar da restrição calórica contínua, contribuindo para uma pobre eficácia de longo período dessa intervenção. No entanto a combinação de restrição calórica com exercícios físicos ajuda a manter a TMR, melhorando os resultados de programas de redução de peso de longo período. Isso ocorre porque o exercício físico eleva a TMR após a sua realização, pelo aumento da oxidação de substratos, nivéis de catecolamninas e estimulação de sintese proteíca. Esse efeito do exercício na TMR pode durar de três horas a três dias, dependendo do tipo, intensidade e duração do exercício.
GASTO ENERGÉTICO DIÁRIO = GED=TMR + ETAF + ETC
Outro motivo que incentiva a inclusão física em programas de redução de peso está em que a atividade física é o efeito mais variável do GED, pelo que a maioria das pessoas consegue gerar taxas metabólicas que são 10 vezes maiores que os seus valores em repouso durante exercícios com participação de grandes grupos musculares, como caminhadas rápidas, corridas e natação. Atletas que treinam de três a quatro horas diária em quase 100%. Em circunstâncias normais, a atividade física é responsável por entre 15 a 30% do gasto energético diário.

ATIVIDADE - 45KG - 68KG - 90KG
Pedalar 10km/h - 160 - 240 - 312
Caminhar 3,2km/h - 160 - 240 - 312
Caminhar 4,8km/h - 210 - 320 - 416
Caminhar 7,2km/h - 295 - 440 - 572
Trotar 11km/h - 610 - 920 - 1230
Correr 16km/h - 850 - 1280 - 1660
Nadar - 185 - 275 - 385
कुँद्रो=> gasto energético aproximado por hora de uma pessoa(45, 68 e 90kg)fazendo atividade física।
Embora a maioria dos estudos tenha examinado o efeito do exercício aeróbio sobre a perda de peso, a inclusão do exercício resistidos (musculação) monstra vantagens. O exercício resistido é um potente estímulo para aumentar a massa, força e potência muscular, podendo ajudar a preservar a musculatura, que tende a diminuir devido a dieta, maximizando potencial em melhorar a força e resistência muscular pode ser especialmente benéfico para as tarefas do cotidiano, podendo facilitar individuos obesos sedentários.
A recomendação tradicional de no mínimo 150 minutos semanais (30 minutos, cinco dias por semana) de atividade física de intensidade leve a moderada, que é baseada primariamente nos efeitos da atividade física sobre a doença cardiovascular e outras doenças crônicas, como o diabetes melittus, demonstra não ser suficiente para programas que priorizem a redução de peso। Com isso, tem sido recomendado que programas de exercício para obesidade moderada progridam gradativamente para 200 a 300 minutos semanais na mesma intensidade। Entretanto, se por algum motivo o obeso não puder atingir essa meta de exercícios, ele ser incentivado a realizar pelo menos a recomendação mínima de 150 minutos semanais, pois mesmo não havendo redução de peso haverá benefícios para a saúde.

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